segunda-feira, 12 de março de 2012

Toda mentira será recompensada

Às vezes a gente se sente no derver de mentir - e não acreditem se disserem a você que mentir é errado.
Mentir é uma evolução da mente diabólica que também vive dentro de nós.
Mentir pode salvar. Mentir pode trazer a paz. Mentir pode ser razoavelmente displicente se levado em consideração o peso da verdade em certos momentos. Com certeza, necessário!
Para ser mais genérico e mais catastrófico, digo: o que há de verdade em tudo? E se tudo for uma mentira? E se a mentira for realmente a única coisa sensata e verdadeira de nossa existência.
Minta, se isto for verdadeiramente necessário. Minta se a verdade não importar de maneira nenhuma. Minta sem dizer que mente. Mas nunca minta em causa própria ou para levar vantagem sobre alguém.
Mentir não é uma arma, é uma estratégia da sabedoria.
E me diga agora se minto quando digo tudo isso.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A mente diabólica na era da informatização

Cena prólogo: relatório de dados sobre ganhos de capital aqui da empresa, levei 1 semana inteira para concluí-lo.

Outra cena: meu coordenador deseja o já sitado relatório impresso colorido para apresentar ao chefe da empresa.

Cena informatizada: a única impressora colorida da empresa está sem toner para impressão, e as meninas da contabilidade já pediram faz tempo para comprar.

Cena patética: o toner chega depois de 1 semana e horas antes de eu terminar  o relatório.

Cena técnica: chamaram o cara de TI aqui da empresa para trocar o cartucho, já que as funcionárias da contabilidade usam mas não sabem como fazer isto.

Cena dramática: toner colocado na impressora, o cara de TI pronto para a impressão de teste e....pan pan pan pan - quebra uma peça da impressora durante o teste.

Cena diabólica: esta filha da puta da Mente Diabólica trabalhando por de trás das entranhas da existência humana, fode comigo.

Cena Final: tive de mandar imprimir o relatório numa gráfica digital aqui perto da paulista.

Cena extra: o universo conspira contra todos nós, como se nós - os seres humanos - fossemos o câncer que mata o próprio universo.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Janelas da segunda - Parte I

De dentro do meu carro, com o pé firme e resoluto no acelerador, avanço rapidamente pelo asfalto quente da paulista em direção ao escritório, e é tão óbvia a ironia do detalhe: moro no paraíso e trabalho na consolação. Mas consolar-se de quê, se o trânsito não me deixa ver a beleza verdadeira que se esconde nas arquiteturas e nas coisas de concreto, aço e vida em verde. Todos os dias perco a noção de como admirar esta cidade, e me contento apenas em observar com certa impaciência, visto que desejo chegar logo ao trabalho. O trânsito é de 'matar', em todos os sentidos. E assim, pelas janelas dos carros, dos prédios, dos olhos, a segunda-feira é apenas o primeiro dia de uma semana intranquila, veloz, e cinza na capital.
Pedestres apressados e impacientes, feito baratas descontroladas, atravessam faixas, ruas, avenidas, entre carros, motos, entre o tempo de ir e de voltar. A casa não é mais o lar, mas apenas o local de dormir. As janelas da segunda-feira me mostram aquilo que não vejo no fim de semana: a vida é um caos sobre rodas - pois não se vai a lugar nenhum em Sampa sem ele.
E se não desisto, não é porque não quero, mas porque meu espírito já esta entregue a escravidão do cotidiano.
Talvez um dia, na minha aposentadoria, que desejo faz tempo, me venha a lembrança dessas segundas loucas, e me bata a saudade de acelerar meu carro em direção à Consolação. Talvez!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Plano de fundo para algo maior do que podemos supor, ou como é infinita a capacidade de se deslumbrar, e ao mesmo tempo, errar em nossas tentativas obscuras de entender o destino

Ao consumir meus neurônios esta manhã para entender porque a entropia (lei da física) se apropriou do trânsito da cidade para infernizar a nossa vida, descobri que a frase de Descartes "penso, logo existo", ao contrário de ser atemporal, configura-se como um tropeço da linguagem filosófica de seu tempo.
Assim é: penso, logo desisto de entender 99% das coias em que penso.
Assim, penso que de dentro do meu carro, sou incapaz de entender certas leis que se apropriam da natureza diabólica do mundo ao nosso redor. E nem tente entender o que eu estou tentando dizer, porque o destino de todas as coisas (se é que elas também tem destino como nós) é incalculável, impalpável e hidrófobo. Logo, penso: há algo maior na criação do que podemos supor, algo que no fundo no fundo, perceberemos erradamente durante toda nosso vida, e tentaremos sempre acertar, e estaremos sempre em erro, até que o infinito nos derrote, ou que o céu caia.

quinta-feira, 1 de março de 2012

True or fake

Alguém me disse (ou ouvi falar em alguma conversa) que talvez tenha pego passando por algum lugar (ou que seja apenas um boato) - embora ninguém saiba ou tenha visto o nascimento de um boato - de que o FACEBOOK, vai matar os blogs!
Se é true or fake eu não sei .
E será este post o nascimento de um boato?